segunda-feira, 3 de junho de 2013

As nuvens negras


As nuvens negras vão passar, como sempre. A onda que derruba o castelo de areia, o faz, para que nós possamos construí-los mais fortes, mas sem nos revestir de todas as armaduras e coraças proporcionadas pela dor. Horas somos amargos, estamos amargos, hora somos coração, apenas coração. Horas que eu entendo com a compreensão de um sábio, horas simplesmente não quero mais ouvir, atitudes de um ignorante.
Mas as nuvens negras sempre passam. Você pode largar muitas coisas no caminho, mas uma hora vai ter voltar para busca-las, pois serão cruciais para que continue sua vida bem. A alma sempre aponta para onde queremos ir, aquilo que nos é real, ou essencial, e isso é mais forte que todo o nosso controle.  Uma hora a gente para de querer prever tudo, e simplesmente quer ser surpreendido. Uma hora a gente para de querer ter tudo sob controle e apenas quer se ausentar da lucidez.

Mas as nuvens negras passarão, talvez sinta como uma ventania fria, talvez alguns sentimentos se endureçam ou esfriem, talvez você sinta que alguém roubou sua bússola, ou se sentirá em um deserto de areia sem mapas, sem direção, alguns dizem que parecem com uma caverna escura, outros que é como afundar em um mar de águas escuras e frias. Alguns passaram muito tempo assim, outros logo encontram a direção. Porém o melhor mesmo é que pouco ou muito tempo, todos tem a capacidade de encontrar o caminho de volta. De volta a si, ao seu lugar, ao melhor de si mesmo. Então como diria a peixinha Dory “continue a nadar”.

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